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Que o Colégio Las Bethlemitas não repita a nefasta experiência de Marymount com o ELN nos anos 60

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     Análisis del conflicto colombiano

     Tradução: Graça Salgueiro   

    Cover el eln por dentroO recente escândalo da presença de Andrés París, terrorista das FARC, nas salas de aula do Colégio Las Bethlemitas de Bogotá, tratando de enrolar meninas adolescentes graças à suspeita conivência de quem ou dos que levaram este personagem sinistro às classes das filhas de seu “inimigo de classe”, parece ter uma similitude com o ocorrido na década dos anos sessenta no Colégio Marymount, quando a monjinha terrorista Leonor Esguerra Rojas, concubina de Fabio Vásquez Castaño, cabeça do ELN, pretendeu semear com um sujeito de sobrenome Zabala e outros comunistas, a semente da violência revolucionária marxista-leninista em um prestigioso colégio feminino, no mesmíssimo coração da “oligarquia”.

    Na senectude, a monjinha terrorista Leonor Esguerra Rojas, filha de uma das famílias de elite que tanto dano causaram ao país com seu direito divino sobre o poder na Colômbia, decidiu reconhecer por escrito em sua biografia “A busca” que, do mesmo modo que os seus, ela também causou graves danos ao país, porém, desde o lado do terrorismo comunista.

     Ao longo de um pouco mais de 300 páginas, Leonor Esguerra, vulgo “Marucha” no ELN e na Frente Sandinista do terrorista nicaragüense Ortega, relata os pormenores de sua vinculação com as guerrilhas marxistas-leninistas e deixa muito claro que dentro da Igreja Católica há sacerdotes e monjas untados até o cocuruto de militância terrorista. Não só Camilo Torres, Lain, Pérez, Bernardo López e alguns bandidos com batina ou hábitos da década de 1960, senão outros que estão em evidência atualmente, e para cumprir sua incumbência posam de pacifistas e “amorosos cristãos”.

    A monjinha terrorista foi uma adolescente rebelde e uma pessoa difícil de se adaptar ao entorno sócio-econômico em que nasceu, contado por ela mesma porque seu pai, um aristocrata de “ascendência ilustre”, terminou como “empregado público de gravata” na Câmara Municipal de Cundinamarca, então coube à mãe trabalhar para ajudar a sustentar a família.

     Como “era uma menina de bem” (talvez bem inclinada à delinqüência terrorista), Leonor viajou aos Estados Unidos para estudar em um convento nova-iorquino, onde terminou enrolada na Teologia da Libertação e no marxismo cristão. Depois regressou à Colômbia e vinculou-se como superiora do Colégio Marymount onde em vez de educar crianças com idéias de desenvolvimento harmonioso, terminou enrolada no ELN ao lado de outras monjas e padres. Porém, o mais degradante para uma religiosa com pedigri e linhagem: de concubina de um dos criminosos mais lembrados por seu sanguinário prontuário na Colômbia.

    cover condor en el aire Ao ser requerida pelas autoridades judiciais, a monjinha terrorista escapou do país e viajou com passaporte falso para Cuba e depois Nicarágua, onde com apoio de sacerdotes católicos centro-americanos foi recebida como delegada do ELN para trabalhar na revolução Sandinista e acabar de se formar como “quadro político” da revolução latino-americana. Nesse trabalho delitivo, elaborou propaganda subversiva, ideologizou jovens, falsificou documentos de identidade, etc. Melhor dizendo, toda uma jóia de coleção.

     Ao revisar as 310 páginas de imposições das FARC aos delegados de Santos em Cuba, salta aos olhos que as FARC conseguiram se meter no coração da “oligarquia” para mudar o velho modo de viver na Colômbia e chegar ao governo de transição ao socialismo, como acabam de reconhecer os comunistas armados e desarmados no XXIII Congresso do Partido.

    Essa realidade poderia ser cotejada com o que sucedeu no Colégio Las Bethlemitas e o que sucedeu na década de 1960 no Colégio Marymount, com base na auto-biografia de Leonor Esguerra, devido a que é certo que as FARC e o ELN estão empenhadas em pôr mais cavalos de Tróia na farsa da paz com Santos, e para isso continuam desintegrando o “inimigo de classe” desde dentro, com a anuência dos afetados, embora muitos andem lambuzados de marmelada.

    O ocorrido no Colegio Las Bethlemitas com a presença do terrorista Andrés París, deve ser investigado com seriedade e profundidade, pois há coincidências que não se podem minimizar, nem deixar passar em branco. Quem não conhece a história tende a repeti-la.

   * Coronel Luis Alberto Villamarín Pulido 

* Analista de estratégia e defesa nacional, consultor do canal CNN en Español, especialista em Defesa Nacional, Geopolítica e Estratégia -

 www.luisvillamarin.com

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